quinta-feira, 14 de julho de 2011

:: Promotoria troca processo por doação de livros no interior de SP ::

Suspeitos de cometerem crimes federais leves em São Carlos (232 km de São Paulo) estão se deparando com uma proposta "inusitada" do Ministério Público Federal: doar livros em vez de responder ao processo. 

O acordo começou a ser proposto há sete meses para casos em que a punição seria inferior a dois anos e para suspeitos sem antecedentes criminais. Se enquadram nessa situação crimes como falso testemunho, contrabando, descaminho e desacato, por exemplo. 

Até agora, três processos já terminaram em acordo, e 80 novos livros chegaram às prateleiras de bibliotecas do município. Um quarto acordo foi fechado na última semana e renderá mais R$ 1.650 em livros, valor que será dividido em dez vezes. 

Segundo o procurador Ronaldo Ruffo Bartolomazi, 34, que desenvolve a parceria com a Secretaria da Educação de São Carlos, o acordo é facultativo e pode ser feito antes do início do processo ou durante o andamento. 

De acordo com a secretária da Educação de São Carlos, Lourdes Moraes, os supostos infratores escolhem os títulos em uma lista elaborada pela pasta.O futuro doador vai à livraria, compra os livros conforme o valor da multa, os leva à secretaria e, se quiser, entrega na biblioteca. 

O projeto de São Carlos foi inspirado em um que existe em Presidente Venceslau desde 2010. O juiz Silas Silva Santos, 34, decidiu aplicar a doação de livros no lugar das cestas básicas em casos de crimes leves --como porte de droga e lesões corporais. De acordo com ele, em um ano, foram doados mil livros a 16 escolas. 

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 12 de julho de 2011

:: II Congresso Internacional de Bilinguismo para Surdos - Práticas e Perspectivas ::

Ocorrerá no dia 13 de agosto o II Congresso Internacional Bilinguismo para Surdos – Práticas e Perspectivas. O evento será em Cotia (SP) e terá como público-alvo educadores, tradutores e intérpretes de Libras, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e a comunidade surda. O encontro discutirá temas relacionados à prática educacional para pessoas com deficiência auditiva. As inscrições são pela internet e custam R$ 270.

Dois dias antes (11 e 12 de agosto), acontecem minicursos, uma espécie de preparação para que os participantes estejam mais qualificados para as conferências e mesas redondas programadas para o Congresso.

Entre os temas que serão apresentados no pré-congresso estão: Português para surdos como segunda língua, Linguagem como base para o Letramento de Crianças Surdas e Como ler textos escritos em Sinais. Também fazem parte dessa programação a Interpretação de Língua de Sinais no mundo – Austrália, Reino Unido e Estados Unidos – e o Planejamento de Linguagem na Educação do Surdo.

:: 27º Congresso nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) ::

CFFa marca presença em congresso de secretarias municipais de saúde! A instituição está com estande instalado no Centro de Convenções de Brasília divulgando as ações desenvolvidas.

O Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e os Conselhos Regionais (CREFONOs) estão participando do 27º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Brasília. As instituições estão com um estande instalado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães divulgando as ações desenvolvidas pelo Sistema Conselhos.

A presidente do CFFa, Bianca Queiroga, avalia o evento como um momento político importante para a Fonoaudiologia. “É uma oportunidade de fazer contatos e parcerias não só com órgãos municipais, mas com gestores estaduais e federais”, acredita.

O estande também traz informações de como os fonoaudiólogos podem estar inseridos no contexto das políticas públicas municipais. Além disso, conselheiras do CFFa e dos CREFONOs dão orientações sobre a atuação dos profissionais na saúde do idoso e a lei que obriga a realização do teste da orelhinha em recém-nascidos.

O Conasems começou no último sábado (9) e termina nesta terça-feira (12). O tema que norteará as discussões do evento é Saúde no Centro da Agenda de Desenvolvimento do Brasil e a Ampliação e Qualificação do Acesso do Cidadão ao SUS. O encontro foi aberto pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A expectativa de público é de 3.700 pessoas nos cinco dias.

:: Poemas, poesias...::

Quero ser como criança


Quero ser como criança 
Criança vê tudo no nada.
E não vê nada no tudo
Criança vê movimento 
No que é imóvel
Criança vê pureza no obscuro.
Criança vê emoção
No que não é emocionante... 
E vê mais emoção ainda 
No que é simplesmente emoção. 

Criança não entende o tempo
Mas não briga com ele
Só quer saber quanto tempo
vai levar para crescer.
Para que crescer? 
Ah!Se pudéssemos congelar 
os sentimentos e ações de criança 
dentro de nós a vida inteira! 

Criança não sabe esperar
Quer viver intensamente 
até a última gota do dia.
Criança não vê cor
vê alegria;
Criança não vê sexo
vê parcerias;
Criança não vê fome
sente fome;
Criança não vê nada
Mas vê tudo
em questão de segundos
Percebe o mundo
E se encanta por ele...
Eu queria ser como criança.

Autora: Fernanda Lima

terça-feira, 5 de julho de 2011

:: Eles trocam carreiras promissoras por uma vocação: ensinar ::

Para o engenheiro aeronáutico Lúcio Carlos Signore Júnior, de 23 anos, recém-graduado pela respeitada Universidade de São Paulo (USP), conseguir uma colocação no mercado de trabalho não é tarefa difícil. Antes mesmo de se formar, ele recebeu duas propostas de emprego. Recusou ambas. Optou, então, por uma carreira a que jovens como ele – egressos de cursos concorridos das melhores instituições de ensino superior do país – dificilmente aspiram. Desde janeiro, Lúcio ensina matemática para crianças da oitava e nona séries do ensino fundamental em duas escolas municipais localizadas na favela carioca Cidade de Deus, a mesma que inspirou o filme homônimo. Não se trata de trabalho voluntário. Para conseguir o emprego, Lúcio enfrentou um processo seletivo rigoroso, cuja concorrência chegou a 75 candidatos por vaga, promovido pela organização não-governamental Ensina!.

O programa traz para o Brasil a fórmula bem-sucedida do Teach For America, em atividade há duas décadas nos Estados Unidos e que já se espalhou por vinte países. A proposta é recrutar os melhores estudantes das melhores universidades e treiná-los para lecionar nas piores escolas do ciclo fundamental de seus países por dois anos. "Para que esses jovens abracem a causa, é preciso que descubram o impacto que podem exercer sobre alunos do ensino básico. Nesse sentido, a experiência em sala de aula é insubstituível: graças a ela, eles se sentem inspirados a trabalhar pela mudança, onde quer que estejam, pelo resto de suas vidas", diz a americana Felicia Cuesta, uma das diretoras do Teach For All, rede que integra todos os programas inspirados no Teach For America espalhados pelo mundo.


 Em sala de aula, os jovens professores – tecnicamente chamados de "agentes de reforço" – ensinam português, matemática e ciências. Eles trabalham no contraturno, ou seja, durante a manhã, os alunos assistem ao curso regular e, à tarde, voltam à sala para repassar os ensinamentos com os professores do Ensina!. Antes de entrar na sala de aula, os jovens mestres foram treinados por professores e diretores das instituições de ensino. Com eles, aprenderam técnicas de planejamento de aulas e avaliação de alunos.
 
Há, contudo, quem questiona a adoção do formato por longo prazo. É o caso de Márcia Malavasi, coordenadora do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Todo tipo de ajuda é bem-vinda na educação, pois essa é uma área carente de melhorias", diz  "Porém, programas como esse não podem ser uma desculpa para o governo deixar de investir na capacitação de professores concursados e naqueles que ainda estão nos cursos de pedagogia. O Ensina! deve ser suporte e não substituição."

Fonte: Revista Veja

:: Panorama da ONU sobre educação mundial ::

Queridos leitores, 
Encontrei esta matéria, penso ser interessante. Façamos, sempre, a nossa parte para contribuir com o acesso a Educação para nossas crianças!

Fico feliz em trabalhar com a Educação em Anhumas. Nosso prefeito, vereadores e servidores públicos se preocupam constantemente em oferecer Educação de Qualidade na rede municipal.

Compartilho:
"O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) divulgou nesta segunda-feira, dia 04 de julho, um triste panorama sobre a educação mundial. 

De acordo com os dados levantados pelo órgão, ao menos 67 milhões de crianças no mundo não têm acesso à educação. Essa realidade é especialmente encontrada em países com taxa de natalidade elevada e alvos de conflitos armados.

A informação consta no relatório "A crise oculta: Conflitos Armados e Educação" (2011) do (Ecosoc), que realiza nesta segunda em Genebra, na Suíça, um encontro anual cujo tema central é a educação.

Durante a sessão inaugural, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Joseph Deiss, insistiu na importância da educação para alcançar a felicidade individual e a prosperidade econômica.

Pelo relatório do Ecosoc, entre 1999 e 2008, ao menos 52 milhões de crianças foram matriculadas na educação primária, o que representou aumento de um terço com relação à década anterior. 

A isto soma-se que, nos países menos desenvolvidos, 195 milhões de crianças menores de cinco anos - uma em cada três - sofre de desnutrição, o que causa danos irreversíveis ao desenvolvimento cognitivo.

As crianças não são as únicas afetadas pelos problemas de acesso à educação. De acordo com o relatório, o redor de 796 milhões de pessoas, 17% dos adultos de todo o mundo, são analfabetas, e deste percentual dois terços são mulheres.  

O relatório analisa a maneira na qual as guerras afetam à escolarização das crianças, já que na última década 35 países sofreram com conflitos armados com duração média - nos países mais pobres - de 12 anos.

Nesse período, 28 milhões de crianças - 42% do total - foram obrigadas a abandonar a escola primária por causa dos conflitos, responsáveis pela destruição de escolas e que transformam em muito perigosos os caminhos até as escolas". 
 Fonte: Revista Época


segunda-feira, 4 de julho de 2011

:: Bebê Sarado Mama no Peito ::

O Sistema de Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia lançou no início de junho a campanha nacional de amamentação Saúde: o seio da questão. 



O objetivo é divulgar a importância do fonoaudiólogo no aleitamento materno e alertar para os riscos que as chupetas e mamadeiras trazem para a amamentação, respiração, mastigação, dentes e a fala da criança.

A campanha foi idealizada e divulgada no Rio de Janeiro, em 2004, pelo CREFONO 1 e ganha agora adesão nacional. A iniciativa terá mais força durante a Semana Mundial de Amamentação, que ocorre entre 1º e 07 de agosto.

Fonte: Conselho Federal de Fonoaudiologia.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

:: 14ª Conferência Nacional de Saúde ::

Entre os dias 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011 ocorrerá a 14ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), que será realizada em 3 (três) etapas: municipal, estadual/distrito federal e nacional e terá como tema central “TODOS USAM O SUS! SUS NA SEGURIDADE SOCIAL, POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”.

 

Segundo o documento orientador da Conferência (disponível em http://conselho.saude.gov.br/14cns/index.html), “Os participantes da 14ª CNS, em todas as suas etapas (municipal, estadual e nacional), além de reiterar a postura e atitude em defesa dos princípios e diretrizes constitucionais do SUS, são também detentores do compromisso e da responsabilidade de promover discussões e realizar debates, buscar melhores alternativas e escolher rumos de superação, inovação e sustentabilidade para o crescimento, consolidação e legitimação das políticas públicas de Seguridade Social”.


É dentro deste contexto, que a efetiva participação dos fonoaudiólogos garantirá o acesso à atenção fonoaudiológica em todos os níveis de complexidade. Clique aqui e conheça algumas sugestões que poderão ser inseridas para discussão nas pré-conferências,  tomando com base o Documento Orientador da 14ª Conferencia Nacional de Saúde.

Em Anhumas, a III Conferência Municipal de Saúde será dia 06/07/2011. O evento iniciará às 12:00 horas e findará às 16:30 horas.

Fonte: Conselho Federal e Regional de Fonoaudiologia

quinta-feira, 30 de junho de 2011

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:: Publicidade na Escola - Não! ::

Mais da metade da população brasileira discorda da publicidade em ambiente escolar.
 
O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, contratou uma pesquisa ao Datafolha para identificar a opinião da população brasileira sobre a realização de publicidade de empresas dentro de escolas. A maioria, 56%, se mostrou contrária a esse tipo de ação comercial.

2.061 pessoas maiores de 16 anos, pais ou não, responderam à questão “É correto as empresas fazerem propaganda dentro das escolas?” e 56% se posicionaram contra. Aqueles que têm filhos compartilham um pouco mais dessa opinião: 59% são contrários à propaganda nas escolas, em comparação com 49% entre os que não têm filhos.

Outro dado relevante da pesquisa mostra que as classes C, D e E são as que mais discordam de haver publicidade em escolas (60%).

Os motivos mais comuns para não concordar com a divulgação de publicidade em escolas são:

• Escola não é lugar de vender produtos (33%)
• Não tem nada a ver com educação (23%)
• As crianças, alunos podem ser levados a consumir produtos que não são bons para elas (22%)
• As crianças não estão preparadas para tomar uma decisão sobre os produtos que vão consumir (20%)

“Esses dados são muito importantes porque mostram que a população de forma geral está preocupada com o bombardeio comercial que hoje vem acontecendo até mesmo no espaço educacional. A iniciativa de fazer essa pesquisa partiu de uma crescente percepção do Projeto Criança e Consumo de que tem havido cada vez mais denúncias de pais revoltados com ações de empresas em escolas”, diz Isabella Henriques, advogada e coordenadora geral do Criança e Consumo.

Não há no Brasil uma legislação que proíba publicidade dentro de escolas de forma ampla, mas já existem diversas propostas de regulação nesse sentido. Na esfera federal, há o Projeto de Lei nº 87/2011, que acrescenta a seguinte frase no artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor: “È proibida toda forma de publicidade de produtos e serviços dentro das escolas de educação básica”.

O PL nº 5.921/2011, em tramitação na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informação da Câmara dos Deputados, é ainda mais abrangente, e propõe a regulação de qualquer tipo de publicidade dirigida a crianças, abarcando também as estratégias publicitárias que acontecem no ambiente escolar.

Nas unidades escolares do município de Anhumas não há publicidade dirigida a crianças.

Fonte: Instituto Alana - Projeto Criança e Consumismo

:: Criação de entidade fortalece Motricidade Orofacial no País - ABRAMO ::

Foi criada no início de junho a Associação Brasileira de Motricidade Orofacial (Abramo). A entidade surgiu com a missão de fortalecer e lutar pelos interesses da categoria no Brasil. O anúncio oficial e a primeira reunião ocorreram durante o IV Encontro Brasileiro de Motricidade Orofacial, em Natal (RN), e contou com cerca de 300 representantes de vários estados.


Na ocasião, os participantes debateram sobre a terapia fonoaudiológica e avanços tecnológicos na Motricidade Orofacial. O evento foi organizado pelos docentes do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

No evento ainda foi entregue o prêmio Irene Marchesan para o destaque científico. Também foi lançado o livro Atualidades em Motricidade Orofacial, organizado pelos professores da UFRN e por Hilton Justino, da UFPE. A publicação reúne capítulos escritos por todos os palestrantes presentes no evento.
 
Fonte: Conselho Federal de Fonoaudiologia

:: EJA na Cidade da Criança ::

Os alunos da EJA (e eu rs!) visitaram a Cidade da Criança, em Presidente Prudente.







Esta visita esteve inserida em ações, tanto fonoaudiológica quanto pedagógica, programadas para o mês do Meio Ambiente. 
Dentro do projeto proposto pela Fonoaudiologia, neste passeio e em encontros anteriores e posteriores, exploramos o tema "A Natureza e Eu - Lembranças de Minha Existência".




Os alunos estiveram em contato com animais diversos, revivendo a diversidade de suas origens culturais e geográficas...




 











Certamente serei uma mulher diferente, após a convivência com tantos saberes destes senhores e senhoras que tão profunda e intensamente me acolhem a cada encontro que temos...Este projeto me emociona!




quarta-feira, 29 de junho de 2011

:: Alegria - Cirque du Soleil . Aerial High Bar ::

Este número integra o espetáculo "Alegria" do Cirque du Soleil.
Sinergia e sincronia, indispensáveis para o trabalho em equipe.

:: Convite para "Arraiá" ::

Recebi por e-mail o convite para o "Arraiá da Pré Escola"!



Na festa junina é gostoso confraternizar com os colegas de trabalho, com os pacientes e com seus familiares..."umaaaa gostosuuuuura" rs...já vou separar meu vestido xadrez e o chapéu caipira...me aguardem!

Obrigada equipe da Educação Infantil, fico feliz com o carinho de vcs, 
beijocas para todas!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

:: Afinal, o que faz um Fonoaudiólogo Educacional? ::

Faz-se necessário o entendimento do “locus” da escola como lugar coletivo de aprendizagem do ser, do fazer, do conviver, do saber, e que trabalha para muito além da concepção de saúde como não doença, mas, sim, como qualidade nas relações, nas aprendizagens, na saúde orgânica, no ensino ofertado, enfim, de Educação para todos.

Várias são as questões sociais que têm movido a Fonoaudiologia a atuar nas mais diversas áreas, tais como: o direito ao exercício da cidadania da população em estado de vulnerabilidade social, a necessidade de o País reverter os índices de analfabetismo, o direito à atenção à saúde integral e de modo equânime e a importância de se oferecer cuidados de saúde.

No detalhamento do seu campo de ação, a atuação fonoaudiológica engloba práticas de promoção, proteção e recuperação da saúde nos diversos aspectos relacionados à Comunicação Humana, inserindo-se em unidades básicas de saúde, ambulatórios de especialidades, hospitais, instituições educacionais, domicílios e outros equipamentos da sociedade. 

Nesse sentido, o fonoaudiólogo pode ser considerado um generalista graças à sua ação em diferentes contextos assim como um especialista, em função da enorme carga de conhecimentos específicos que envolvem a atuação em cada contexto (CRFa. 2a Região, 2006).

No aspecto específico de atuação educacional, o fonoaudiólogo pode e deve:

- apropriar-se das informações demográficas, sanitárias, socioculturais, epidemiológicas e ambientais ao redor das escolas, auxiliando na identificação de fatores de risco para o desenvolvimento de distúrbios fonoaudiológicos, mas primordialmente, utilizando esses dados para discutir a oferta de ensino na escola, inserindo na construção do projeto pedagógico discussões que considerem os recursos existentes, ou não, na comunidade, aproximando a realidade ao ensino e, assim, significando a aprendizagem dos alunos.

- buscar soluções para as dificuldades encontradas, inclusive com o estabelecimento de prioridades e planos de orientação e assessoria específica e parcerias com serviços da comunidade e equipes da saúde, potencializando a resolutividade das ações.

- estimular e possibilitar o desenvolvimento de instrumentos que avaliem os padrões de qualidade e o impacto das ações desenvolvidas, em consonância com as diretrizes profissionais.

Os aspectos legais apresentados anteriormente nas Resoluções do Conselho Federal de Fonoaudiologia (No 232/99 , revogada e No 309/05, em vigor até a presente), voltados para a atuação na área de Educação, são resultado de uma construção realizada por fonoaudiólogos que já atuavam em escolas desde a década de 1960, culminando com ações de assessoria, consultoria e administração.

No que se refere ao trabalho fonoaudiológico entende-se que o profissional em sua atuação no âmbito escolar pode desenvolver ações voltadas à consultoria, formação e assessoria.

Na função de consultor, o profissional inicialmente examina a demanda da equipe que atua na escola e a partir das conclusões observadas, discuti e defini com a equipe escolar as estratégias que poderão fazer parte dos procedimentos cabíveis. Sequencialmente, poderá surgir a exigência de uma ação formativa e/ou de assessoria.

A formação é realizada de acordo com a necessidade dos atores sociais envolvidos com a escola de conhecer aspectos relacionados à Fonoaudiologia. Com relação à assessoria, o fonoaudiólogo pode auxiliar/apoiar, a partir de seu conhecimento especializado em um determinado assunto, devendo permitir a construção de ações voltadas à demanda escolar.

O fonoaudiólogo embute na sua atuação uma hibridez que mescla prioritariamente assessoria e administração, envolvendo nesta a importância dada dentro do segmento da Educação à ação formativa nos diferentes segmentos de profissionais existentes e não apenas com os professores. Assim, cada vez mais a triagem, com foco no aluno e na sua normalização, ação baseada na ação da clínica e no paradigma de serviço (Aranha, 2001), é tirada do rol de ferramentas utilizadas e em seu lugar insere-se a participação na equipe multidisciplinar no processo de identificação de necessidades educacionais (Art. 6o, Resolução 02/01, CNE/CEE, 2001).

A parceria Educação e Saúde é assim valorizada, mas dando-se a cada uma o empoderamento que lhe cabe e a tomada de decisão sobre os caminhos a serem seguidos em cada percurso: educacional e clínico. Papéis complementares, de interlocução constante, de natureza de atuação diferente, gerando maior qualidade de atendimento à população e melhoria de ensino, aprendizagem e saúde.

Assim se constitui a ação do fonoaudiólogo educacional despido da ação clínica, mas empoderado de conhecimento: da Comunicação Humana, da Língua Portuguesa, do processo de interação verbal e de outros sistemas de comunicação, da Linguagem como processo de constituição do indivíduo e da cultura, entre outros. O conceito de promoção de saúde imprime-se no conceito de Educação de qualidade para todos. Tal fato gera uma quebra importante de paradigma para a escola e para o fonoaudiólogo que atua em Educação (Aranha, 2001), base para o desenvolvimento da Educação Inclusiva e da Educação de qualidade para todos.

O fonoaudiólogo tem um papel fundamental nesse processo, uma vez que pode contribuir com aqueles que atuam em sala de aula para que re/criem efetivas possibilidades de aprendizagem. Nesse sentido, o profissional pode auxiliar em conformidade com a escola regular e ser empreendedor na produção do conhecimento e facilitador de vivências em grupo entre alunos e professores, professores e equipes gestoras das unidades escolares, propiciando mediação entre o saber elaborado e o conhecimento a ser produzido (Küster; Húngaro; Casteleins, 2001; Silva; Aranha, 2005; Luzardo; Nemr, 2006).

A pesquisa de Ramos e Alves (2008) indica que existe demanda significativa para a atuação fonoaudiológica nas escolas regulares e também de ensino especial, visto atenderem à diversidade humana, da qual as deficiências e diferenças fazem parte. Ressalta que, independente da demanda relacionada aos quadros patológicos, a atuação fonoaudiológica se dá no sentido de potencializar o desenvolvimento da comunicação e também de prevenir possíveis distúrbios.

Em conformidade com César e Calheta (2005), o apoio fonoaudiológico ocorre para potencializar as capacidades dos alunos propiciando melhores resultados pedagógicos e interacionais com professores e colegas, instaurando a relevância da noção de promoção da saúde no contexto escolar. É importante ressaltar que a noção de potencialização das habilidades comunicativas é extensiva a todos os alunos, sejam eles portadores de necessidades especiais ou não.

César e Calheta salientam ainda que o fonoaudiólogo poderá abranger toda a comunidade escolar em suas ações. Ideia que reforça a proposição de diversos atores no contexto escolar, tais como: coordenadores, professores, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais entre outros, que atuem em conjunto no processo de inclusão escolar e busca da qualidade social (MEC, 2007).

A seguir, algumas das possibilidades de atuação do fonoaudiólogo na área da Educação, dentre outras atribuições, buscando-se didaticamente distribuí-las em categorias de ação:

Ações de Consultoria:
- identificar necessidades formativas das escolas, por análise individual (por unidade) ou coletiva (da Rede), sendo corresponsável na busca de soluções, propondo ações que contribuam para a melhoria da oferta de ensino por parte do professor e da aprendizagem dos alunos;

- levantar e analisar dados da realidade escolar, identificando sua clientela com o objetivo de atuar sobre as necessidades e dificuldades apresentadas pelos educandos em relação aos programas, projetos e ações desenvolvidas na escola, buscando uma maior efetividade, partindo do individual para propostas coletivas de trabalho pedagógico;

- participar dos processos de planejamento e gestão na área de políticas públicas;

- integrar suas ações àquelas desenvolvidas pela equipe de educação da qual participa, priorizando aquelas mais adequadas em face da diretriz do trabalho coletivo;

- elaborar, com a equipe técnica, o planejamento dos programas da Secretaria de Educação e participar do seu desenvolvimento, em termos de acompanhamento das atividades escolares, formação continuada, organização de recursos e serviços, desenvolvimento de projetos e programas, entre outros;

- contribuir para a universalização do acesso ao ambiente escolar, principalmente no que se refere à comunicação;

- implantar e implementar ações para efetivação do Atendimento Educacional Especializado, por meio da organização das demandas, da avaliação das necessidades específicas dos alunos (recursos e apoios), da continuidade do planejamento educacional dos alunos com deficiência, contribuindo para a busca de soluções para a implantação desse serviço assim como das salas de recursos multifuncionais em cada escola;
- participar de reuniões com a equipe para avaliações sistemáticas e contínuas diante das ações desenvolvidas pelo grupo;
- contribuir para o diagnóstico da situação de saúde auditiva dos ambientes escolares, apontando necessidades, pedindo avaliações de aferição de ruído e buscando soluções para contribuir com a saúde auditiva;
- contribuir para o diagnóstico de saúde vocal dos professores, considerando os aspectos acústicos do ambiente, as necessidades postas pelo número de alunos por sala, os aspectos individuais;
- propor instrumentos de avaliação e acompanhamento das ações fonoaudiológicas, em consonância com as diretrizes educacionais, buscando balizadores das propostas efetuadas;
- realizar e divulgar pesquisas e ações referentes à atuação do fonoaudiólogo na Educação;
- supervisionar programas de estágio de estudantes de Fonoaudiologia, contribuindo para a formação com modelos de atuação, acompanhando os estagiários e observando o código de ética.

Ações de Assessoria:
- ser membro de equipe técnica responsável pela formação dos profissionais da escola, por meio de ações com a equipe de gestão (diretor, professor coordenador/ coordenador pedagógico e vice-diretor/assistente de direção), professores e outros profissionais da Secretaria de Educação;

- integrar todas as suas ações às desenvolvidas pela equipe de educação que participa, priorizando aquelas mais adequadas à diretriz do trabalho coletivo;
- participar da elaboração das metas da Secretaria de Educação, do plano de ação da equipe técnica e do projeto político pedagógico desenvolvidos pela escola, contribuindo para a melhoria dos aspectos de comunicação, linguagem, fala, audição e aprendizagem;

- elaborar, propor, planejar e executar cursos, palestras, reuniões e formações continuadas com temas específicos, promovendo maior reflexão sobre a prática pedagógica nos temas afins à Fonoaudiologia;

- elaborar, com a equipe técnica, o planejamento dos programas da Secretaria de Educação e participar do seu desenvolvimento, em termos de acompanhamento das atividades escolares, formação continuada, organização de recursos e serviços, execução de programas e projetos, entre outros;

- contribuir para a universalização do acesso ao ambiente escolar, principalmente no que se refere à comunicação;

- participar da formação continuada ofertada pelo sistema de ensino, para capacitação de professores, professores coordenadores ou coordenadores pedagógicos, vice-diretores, diretores, inspetores, merendeiras, auxiliares de/em educação, utilizando-se estratégias coletivas de ação;

- realizar formação continuada e capacitação específica aos professores do ensino regular/educação especial, quanto aos recursos de tecnologia assistiva e uso de sistemas de comunicação complementares com crianças com ausência de fala;

- contribuir para a ampliação dos conhecimentos dos profissionais da Educação (professores do ensino regular e especial, inspetores, merendeiras, auxiliares de classe, estagiários de Pedagogia, auxiliares de direção, vice-diretores, diretores, coordenadores pedagógicos, orientadores pedagógicos, supervisores pedagógicos etc.), quanto aos aspectos de constituição e desenvolvimento da linguagem, desde a educação infantil até as faixas etárias maiores (ensino fundamental e médio);

- realizar acompanhamento, discussão de caso e assessoria aos professores que realizam o Atendimento Educacional Especializado;

- participar da seleção, capacitação e treinamento de recursos humanos e de profissionais ingressantes na Secretaria de Educação que atuam na escola;

- realizar monitoramento da alimentação em casos de alunos com suspeita ou quadro de disfagia ou com outras questões neurológicas e/ou alimentares importantes, a fim de orientar a escola na adequação de procedimentos e cardápios, encaminhando o aluno para avaliação especializada, quando necessário;

- participar das discussões sobre a adequação de cardápios escolares e das orientações para o momento da alimentação: preparo do momento da rotina, apresentação do prato, adequações de cardápio das crianças com questões alimentares (especificamente os casos com suspeita ou presença de quadro disfágico), adequação de utensílios nas diferentes faixas etárias etc., orientando quanto às funções alimentares esperadas para a idade e patologias.

- participar de campanhas públicas ou programas intersetoriais que envolvam a promoção da saúde (campanhas de audição, de aleitamento materno, de saúde vocal, prevenção da gagueira, dia mundial da voz etc.);

- promover encontros com os professores e equipes gestoras com a finalidade de minimizar e problematizar as dificuldades específicas de alguns alunos;

- realizar encaminhamentos dos alunos acompanhados para exames específicos e/ou acompanhamentos terapêuticos que se fizerem necessários;

- orientar pais ou responsáveis quanto às necessidades educacionais de seu(s) filho(s), de forma a buscar parceria no trabalho pedagógico e as intervenções necessárias em outros âmbitos (saúde, assistência social etc.);

- participar de reuniões pedagógicas conforme necessidades levantadas pela equipe técnica e/ou escolar;

- contatar profissionais afins que atendem clinicamente o aluno, para parceria e busca de informações, quando necessário; 

- participar do processo de avaliação de alguns alunos, discutindo suas necessidades educacionais especiais, as adaptações realizadas e a serem feitas, objetivando o encaminhamento educacional mais adequado;

- oferecer suporte teórico-técnico ao professor, auxiliando-o no desenvolvimento do seu trabalho pedagógico;

- orientar o professor em relação ao uso profissional da voz;

- realizar e divulgar pesquisas e ações referentes à atuação do fonoaudiólogo na Educação.

Ações de Gerenciamento:
- participar de reuniões integradas com as equipes de saúde, para o desenvolvimento e apoio a campanhas intersecretariais (de audição, de aleitamento materno, de saúde vocal, prevenção da gagueira, dia mundial da voz etc.);

- desenvolver projetos e/ou programas de articulação intersecretarias de saúde e educação, contribuindo  ara a integralidade de atendimento ao munícipe;

- participar de reuniões com a comunidade quando necessário;

- contribuir com o diagnóstico da situação de saúde da área de abrangência em que atua, incluindo aspectos que podem interferir na Comunicação Humana (ruído, poluição do ar, falta de vacinação, de acompanhamento pediátrico, presença de maus hábitos orais, de fatores ambientais e de moradia que interferem no processo de desenvolvimento da criança e/ou no seu acesso à escola);

- participar de entidades representativas como conselho municipal de educação, conselho municipal das pessoas com deficiência, conselho municipal de alimentação escolar etc.

- participar, por meio de ações intersecretariais, de outros processos de formação continuada ou discussão da rede de apoio à criança e ao adolescente (conselho tutelar, secretaria de desenvolvimento social e cidadania, secretaria de saúde etc.);

- participar de campanhas públicas ou programas intersetoriais que envolvam a promoção da saúde (visão, audição etc.)

- participar das discussões sobre a adequação de cardápios escolares, no que se refere à organização e suporte ao momento da alimentação, em ações interdepartamentais à Secretaria de Educação (especificamente os casos com suspeita ou presença de quadro disfágico).

O profissional precisa conhecer a missão da instituição de educação em que está inserido, integrar-se aos profissionais da equipe e estar atento à articulação entre os setores da própria Secretaria de Educação, administração pública e outros parceiros possíveis.

Considerando-se todos esses aspectos, fica clara a amplitude das ações do fonoaudiólogo que atua em Educação e a necessidade do profissional integrá-las às políticas públicas de Educação e Saúde, estar capacitado para atuar nessa interface, por meio de formação permanente e/ou complementação da formação profissional.


Fonte:
Fonoaudiologia e Educação: Políticas Públicas e Atuação do Fonoaudiólogo (2010)
Conselho Regional de Fonoaudiologia