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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Resolução da ANS aumenta a quantidade de atendimentos em diversas especialidades de tratamentos fonoaudiológicos

A partir de 2014 aumenta número de atendimentos fonoaudiólogicos cobertos por planos de saúde.

 Fonte: Conselho Federal de Fonoaudiologia
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha e o diretor-presidente da ANS, André Longo anunciaram ontem (21), novas coberturas a procedimentos de saúde, acesso a 37 medicamentos para tratamento de diferentes tipos de câncer, além de 50 novos exames, consultas e cirurgias que serão cobertas pelos Planos de Saúde a partir de janeiro de 2014. O anúncio é resultado de Consulta Pública amplamente divulgada pelo CFFa.  

O objetivo do CFFa é que, futuramente, não haja restrição para o número de consultas em tratamento. "Essa é a condição ideal e vamos continuar dialogando para tornar isso realidade", finaliza. 

Especificamente para a Fonoaudiologia, o que muda é o número de consultas/sessões. Veja no quadro abaixo, o que entrará em vigor a partir de 2014:


Uma conquista e tanto para a categoria, segundo analisa a presidente da Comissão de Saúde do Conselho Federal de Fonoaudiologia, Maria Cristina Borges de Oliveira. "Nossa representação na ANS acompanhou todo o processo. Hoje colhemos o fruto de um longo trabalho que vai beneficiar diretamente todos os fonoaudiólogos e também os cidadãos usuários de planos de saúde ", comemora ao passo que planeja as próximas ações para melhorar ainda mais esse quadro.

A conselheira membro da Comissão de Saúde, Viviane Fontes, participou das reuniões da ANS e das negociações em relação aos procedimentos fonoaudiológicos. Ela salienta a importância do acompanhamento dessas decisões e da participação do profissional e da sociedade nas consultas públicas. Segundo a conselheira, nesse caso específico, o resultado da consulta pública foi um argumento irrefutável dos anseios dos usuários. "Além disso, aspectos científicos relacionados a tempo de atendimento fonoaudiológico foram fundamentais para convencimento dos gestores da ANS", complementa.

De acordo com os dados publicados pelo Ministério da Saúde essa Consulta Pública teve recorde de participação entre as 53 consultas já realizadas pela ANS. Foram 7.340 contribuições, sendo que 50% delas eram de consumidores.

A resolução normativa foi publicada no dia 22/10/2013, no Diário Oficial da União e pode ser acessada aqui.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mestrado e Pós Graduação no Hospital Albert Einstein: Processos seletivos abertos!

 

Para quem deseja estudo de ótima qualidade, uma oportunidade maravilhosa: Ensino Einstein!

 

 

 

"Os cursos de especialização lato sensu do Instituto Israel​ita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein são direcionados à atuação profissional e à atualização. Desenvolvidos c​om rigor acadêmico, apresentam método de ensino voltado à aplicação da teoria na prática do dia a dia. A estrutura permite que os alunos troquem experiências com professores e colegas da área, o que estimula o networking e, consequentemente, aumenta as chances de empregabilidade, seja no Einstein, seja em outras instituições".

Eu tive a oportunidade de fazer atualizações nesta excelente instituição de ensino. Com certeza, foram experiências incríveis! Estão abertas inscrições para processos seletivos de vários cursos de pós graduação e mestrado profissional em Enfermagem, para 2014.

Maiores informações: Click Aqui!

segunda-feira, 25 de março de 2013

"Quando o ouvido dói..." - Otite, Linguagem e Aprendizado: Correlações.

Segundo o Jornal de Pediatria, 90% das crianças têm pelo menos um episódio de otite média antes de completar cinco anos de idade, 20 a 30% das crianças menores de três anos de idade apresentam otite média aguda como complicação de uma "Infecção de Vias Aéreas Superiores" (IVAS).

O papel de vários fatores predisponentes está devidamente reconhecido, entre eles alguns modificáveis por nós, como a entrada precoce nas creches, o desmame prematuro, o refluxo gastresofágico não identificado, a posição incorreta na mamada, alergias ou gripes "mal curadas" e a auto-medicação, por exemplo.


A Otite Média Recorrente (OMR) e a Otite Média Secretora (OMS) são a principal causa de perda auditiva leve e moderada na infância. A presença de secreção no ouvido médio acarreta dificuldade de transmissão do som (hipoacusia de condução ou de transmissão), que costuma normalizar quando há cura do processo.

A secreção no ouvido médio costuma provocar perdas auditivas leves, podendo-se encontrar crianças com limiares auditivos em torno de 38 dB. Com esse nível de hipoacusia, as vogais são ouvidas claramente, mas algumas consoantes podem não ser ouvidas. Esse tipo de perda não provoca problemas em adultos ou crianças que já adquiriram a fala, mas, se for crônica ou recorrente, pode acarretar uma discreta dificuldade na aquisição da linguagem em crianças em que esta não esteja estabelecida. Os pais devem ser orientados a chamar a atenção da criança para que esta olhe para eles antes de começarem a falar, e fazê-lo mais alto e mais próximo do que o habitual.

A criança com OMR apresenta flutuação da audição. A audição piora durante o episódio de otite média aguda e melhora quando ocorre a sua cura. A otite média secretora caracteriza-se por ser assintomática, isto é, não provocar febre ou otalgia, mas é acompanhada de perda auditiva leve ou moderada. Além da perda auditiva, as crianças com otite média secretora podem também apresentar distúrbios do equilíbrio, tais como quedas freqüentes e tendência a bater acidentalmente nas paredes ao caminhar. Algumas delas sentem-se inseguras para andar de bicicleta ou dormir no escuro, por exemplo.

É importante que todo o profissional que trabalhe com crianças esteja atento para a possibilidade do problema otológico, pois a criança, ao contrário do adulto, pode passar meses com secreção no ouvido médio sem apresentar queixas. O lactente costuma apresentar atraso na aquisição da fala e demora para começar a caminhar. No ambiente escolar, tanto os pais quanto os professores queixam-se de desatenção e agitação.

A criança com perdas auditivas leves e moderadas costuma fazer trocas de alguns fonemas na fala (dislalia): “t” por “d”, “f” por “v”, “p” por “b”, “q” por “g”. Muitas destas crianças, principalmente se estão em fase de alfabetização, apresentam trocas na escrita, durante o ditado na aula. Este tipo de aluno costuma ser desatento na escola, porque tem dificuldade de ouvir a professora, quando esta não está próxima, tendo mais facilidade de escutar o colega ao seu lado. A mãe relata que ele não atende quando é chamado e ouve o aparelho de som, ou a televisão, alto demais.

A otite secretora que não curar com o tratamento usual para otite média e persistir por mais de três meses é passível de correção cirúrgica que consiste na miringotomia, aspiração das secreções existentes no ouvido médio e colocação de tubo de ventilação. Este mesmo procedimento está indicado para aquela criança que apresentar mais do que três episódios de otite média nos últimos seis meses, principalmente, se ela está na fase de aprendizagem da fala ou no primeiro ano escolar.

Há estudos que mostram relação entre otite média e dificuldades de aprendizagem, como o de Luotonen e colaboradores, na Finlândia, que, num trabalho retrospectivo realizado em 1.708 escolares com nove anos de idade, que haviam apresentado Otite Média Recorrente (OMR) até os três anos, constataram que as meninas apresentavam dificuldades em matemática e concentração na sala de aula, enquanto os meninos tinham mais dificuldades na leitura e atividades orais. Não foi encontrada relação entre otite média recorrente após os três anos de idade e aprendizagem. Concluíram que OMR antes dos três anos de idade tem conseqüências adversas a longo prazo, mesmo quando tratadas.

- Fonte destas informações: Artigo "Otite Média Aguda e Secretora", publicado no Jornal de Pediatria em 1998. -

quinta-feira, 21 de março de 2013

21 de Março - Síndrome de Down: Seu dia para o Mundo!

Quando foi instituído no Brasil?

Segundo pesquisei, a data internacional foi "adotada" pelo Brasil desde 2006. Desde então, trabalha-se neste dia a promoção de dados estatísticos e conscientização sobre o que é esta síndrome.

O que Comemorar?

Sob meu olhar e no meu trabalho, o objetivo deste tipo de "comemorações" é sensibilizar a Sociedade sobre as potencialidades que o indivíduo pode ter, mesmo com suas diferenças, neste caso - a trissomia.

Comemoro, hoje, o incrível privilégio de ter conhecido TODAS as famílias dos portadores desta síndrome nos anos de atuação profissional. Comemoro, sobretudo, a vida de TODOS meus pacientes e amigos "Downs", que tanto ensinam sobre afeto e superação. 

A vocês, meus queridos, parabéns! Felicito pela garra em lutar, pela esperança de vencer, pela fé em viver! 



Em linhas gerais: O que é a Síndrome de Down?

Basicamente, a Síndrome de Down é uma alteração genética, que, em média, ocorre em um a cada 800 nascimentos, sem diferenciação de etnia. Sabe-se, entretanto, que a incidência aumenta de acordo com a idade - mais avançada - da gestante. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 300 mil pessoas com Síndrome de Down.

Os seres humanos têm 23 pares de cromossomos em seu DNA. No caso dos portadores da síndrome, há um cromossomo a mais no 21º par, sendo, por isso, também chamada de "trissomia do 21". A data escolhida para o dia internacional da Síndrome de Down, 21 de março, faz referência a essa trissomia, já que muitos países optam por colocar o mês antes do dia ao escrever a data. Dessa forma, 21 de março seria 3-21, ou seja, a trissomia do cromossomo 21.

As pessoas com a síndrome apresentam características físicas comuns, como os olhos amendoados, além de dificuldades cognitivas, deficiência mental, variando de leve à moderada, e alguns problemas clínicos associados, como cardiopatia congênita, dificuldade de audição ou visão, distúrbios na tireoide, obesidade e envelhecimento precoce.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Autismo Infantil: Três pontos a esclarecer!

O tema de hoje é autismo infantil.  

Um assunto que pode gerar muitas dúvidas e angústias.

Fita com desenho de peças coloridas de quebra-cabeças, símbolo do autismo

Por isto é importante esclarecer três pontos:

1. O que é o autismo?     


O autismo infantil é um distúrbio crônico que afeta principalmente três áreas do desenvolvimento da criança: a socialização, a comunicação através da linguagem e o comportamento na execução de várias atividades. Estes sinais aparecem antes dos três anos de idade.

2. Quando suspeitar? Quais são os sinais de alerta?

O diagnóstico de autismo é puramente clínico. Isto quer dizer que não há exames laboratoriais que o comprovem. Por isso, não deve haver banalização do diagnóstico. Só um profissional habilitado é que pode definir se uma criança é ou não portadora de autismo. Seguem abaixo algumas características da criança autista:

- Dificuldade de relacionamento com outras pessoas: a criança autista não olha nos olhos, prefere ficar e brincar sozinha e com frequência busca o isolamento. Não gosta de compartilhar prazer, interesses ou realizações. Não há reciprocidade emocional, isto é, a criança não reage a um apelo emotivo.

- Dificuldade para falar e falta de interesse em se fazer entender por mímica ou linguagem corporal. As crianças que já falam tem dificuldade em manter uma conversa.

- Repetição de padrões nas brincadeiras, isto é, movimentos repetitivos com brinquedos como, por exemplo, formar filas ou ficar rodando os pneus de um carrinho. Gestos constantes e repetitivos de partes do corpo também são observados, como por exemplo, torcer várias vezes os dedos das mãos.

Mais uma vez lembro que o diagnóstico é complexo e deve ser feito preferencialmente por uma equipe de profissionais especializados como psiquiatra, neurologista, fonoaudiólogo, pedagogo e psicólogo. O autismo é um transtorno que tem gradações e pode ser leve, moderado ou grave.

3. O que fazer depois do diagnóstico? Há tratamento com remédios?

Aí é que está. O tratamento com remédios é bastante restrito e algumas medicações são indicadas apenas em situações específicas. O mais importante é orientar a família e estimular a criança, tentando readaptá-la ao meio social. Isto pode parecer fácil, mas não é.

Por isso, quanto antes os sintomas são identificados mais rapidamente as intervenções podem começar e mais eficiente é o tratamento. E o diagnóstico precoce só ocorre quando as pessoas que cuidam das crianças – pais, professores, família, amigos ou médicos, por exemplo - estão atentos e tem conhecimento destes sinais. Conhecimento é um de nossos bens mais preciosos.
Fonte: Dra. Ana Escobar (Pediatra - Formada na Faculdade de Medicina da USP - Consultora do Programa "Bem Estar")

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Resolução nº452, para que o Ministério da Saúde inclua a Classificação Internacional de Funcionalidade e Incapacidade (CIF) foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS)



CIF é uma ferramenta que visa a oferecer ao paciente um acompanhamento mais 
qualificado à sua saúde.

O Conselho Nacional de Saúde aprovou a Resolução nº 452 para que o Ministério da Saúde inclua a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade (CIF) e Saúde no Sistema Único de Saúde. A implementação da CIF deverá ser utilizada nas investigações de resultados sobre bem-estar, qualidade de vida, acesso aos serviços e impacto dos fatores ambientais na saúde das pessoas.

 

 A CIF será ainda uma ferramenta estatística na coleta e no registro de dados. Servirá ainda como instrumento clínico para avaliar necessidades e compatibilizar os tratamentos com as condições específicas, ampliando a linha de cuidado. O texto da Resolução nº 452 foi proposto pelo Grupo de Trabalho (GT) formado por conselheiros nacionais de saúde, representantes do Ministério da Saúde e de outras áreas.
Para a representante do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) nesse GT, Cristina Biz, a CIF permitirá ao paciente ter um acompanhamento mais qualificado com a identificação de sua trajetória no SUS, desde o momento em que a doença foi identificada até os procedimentos utilizados para a reabilitação.

De acordo com Cristina Biz, a resolução do CNS dará mais visibilidade ao trabalho de reabilitação que os fonoaudiólogos desenvolvem no SUS. “A CIF é importante porque, além de focar a questão da função comprometida do usuário – que é com o que trabalhamos –, mostra a capacidade de resolução do trabalho realizado pela Fonoaudiologia”, afirma.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sobre filhos...




Todos nós sabemos como é importante ter uma boa e sólida relação com os filhos. 

Esta é a porta principal que nos permite navegar por suas personalidades e compreendê-los melhor e que nos leva a ter uma família estável e melhor. 


Destine um tempo para cada um de seus filhos. Ajude-os a construir a autoconfiança, estimulando-os e apreciando cada esforço e não só os resultados do esforço como, infelizmente, muitos de nós fazemos.

Comemore suas conquistas diárias, se você procurar bem sempre encontrará alguma conquista dentro deles. Ensine seus filhos a pensarem positivamente.

Pegue o álbum de fotografias de seus filhos de quando eram bem pequenos e conte-lhes algumas histórias desta época de suas vidas e que eles não se lembram. Fale de algumas coisas que você aprendeu com eles e lembre-lhes de como eles o ajudaram.  

Diga-lhes como é maravilhoso ser pai deles e como você aprecia vê-los crescer. Declare seu amor por eles. Será maravilhoso!

Amanhã será feriado. Aproveitemos a oportunidade para estreitar os laços afetivos com a família.

 





terça-feira, 29 de maio de 2012

Tecnologias na Área de Reabilitação Fisioterápica e Fonoaudiológica

Esta entrevista mostra crianças e idosos motivados com aplicativos utilizados em tablets e jogos de vídeo-game. São abordados, principalmente, objetivos na área de fisioterapia e fonoaudiologia de forma a aliar tecnologia e reabilitação.

Entrevista completa sobre utilização de Vídeo-Game na reabilitação multidisciplinar: